sábado, agosto 12, 2006

Reinaldo Azevedo traduziu exatamente o que penso.

Lula se acha um Luiz XV, ou pior, se acha um Jesus Cristo. Daqui a pouco vai se achar no direito de mandar à forca ou para o inferno quem falar mal dele. Lula, você foi por tantos anos a pedra, mas agora você é a vidraça. É isso que faz a Democracia tao bela, o direito de falar mal e apontar as falhas daqueles que estão no poder. Sabemos que você gostaria de governar como Chaves, ou ainda melhor, como Fidel, sabemos que esse é seu sonho, mas nós brasileiros não vamos deixar isso acontecer com o nosso querido país.

Blog do Reinaldo Azevedo
Está provado: Lula quer uma ditadura no Brasil; por isso ele defendeu a tal "constituinte"

Lula quer instaurar uma ditadura no Brasil. Por que a gente não dizer isso com todas as letras? Basta saber raciocinar logicamente e se chegará fácil a essa conclusão. Há dias, ele propôs a tal constituinte para fazer a reforma política, lembram-se? Alguns ditos “cientistas políticos” até caíram na conversa. E hoje ele revela qual é a sua real intenção: acabar com a imunidade parlamentar. Ah, mas todos somos contra a redução de seu alcance. É verdade. Como diria Lula, é uma safadeza que político que coordena um misto de casa de lobby com puteiro, em Brasília, se torne deputado apenas para ganhar imunidade. É mesmo uma vergonha. Mas o Apedeuta não está preocupado com isso. Ele disse por que quer o fim da imunidade: “A coisa é tão absurda que um deputado ou senador pode achincalhar o presidente da República, como vocês sabem que eu fui achincalhado, mas não pode abrir processo porque eles têm imunidade.” Lula não quer ser criticado pelo Congresso. Lula passou 21 anos atacando presidentes da República. Desses 21, teve imunidade parlamentar apenas nos quatro em que foi deputado. Que ele usou mal. Foi um péssimo "representante do povo". Na sua imodéstia, apontou haver do Parlamento 300 picaretas. O dito “maior sindicalista da história do Brasil” não tem uma maldita lei que leve seu nome ou sua assinatura. Ele tinha preguiça de atuar e duvido que entendesse as regras do jogo. Poderia ter sido processado por Collor, Itamar, FHC e, antes, até por Sarney — hoje seu aliado. Não foi. É que ele tinha uma outra imunidade, que não a parlamentar: consideravam-no inimputável. É formidável que ele nem disfarce a sua má intenção. E voltou a atacar o Congresso: “Eu tenho dúvida se o Congresso Nacional fará uma reforma política de verdade. Eu tenho dúvida porque eles estarão legislando em causa própria." Indagado a respeito da bobagem do dia, o tucano Geraldo Alckmin disse a coisa certa: "Eu sou favorável à imunidade parlamentar, porque, no exercício do mandato, o parlamentar precisa ter os instrumentos para poder exercer o seu papel. Na realidade, é um equívoco o presidente não levar a sério a questão ética." É por isso que o site do PT e José Dirceu ficaram tão bravos de William Bonner e Fátima Bernardes terem chamado Lula de “candidato”. Apontei aqui: o sujeito se acha presidente por direito divino. Lula quer implantar uma ditadura no Brasil. E vai tentar. Aos poucos. Mas vai.

Nocaute

sexta-feira, agosto 11, 2006

Nada como ouvir o Lula para melhorar nosso dia.

Para quem não viu ontem no Jornal Nacional e no Globo News as entrevistas do Lula-lá, basta clicar nas imagens que você será redirecionado.

Está claro porque a estratégia do PT é não deixar o Barba falar. Em um possível debate ele vai se apertar todo. Em todo o mandato ele deu apenas uma entrevista coletiva no Brasil, sendo que não havia direito à réplica, ou seja, ele falava o que queria e ninguém poderia questionar.
Parabéns à Globo por não ter se deixado intimidar pela figura do presidente (com 'p' minúsculo mesmo) .

Pressionado, Lula treme.

Folha de São Paulo

"Eu afastei Dirceu e Palocci", diz Lula, sob pressão no "JN"

Presidente admite pela primeira vez ter demitido auxiliares suspeitos de corrupção

Chamado de "candidato" por Bonner, petista comete ato falho e diz que "salário caiu" e que "combateu a ética'; audiência foi de 39 pontos

Em entrevista ontem ao "Jornal Nacional", pautada pelo escândalo do mensalão e por denúncias de corrupção contra seu governo e o PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou nervosismo em vários momentos. Cometeu duas gafes e foi, pela primeira vez, enfático ao afirmar que determinou o afastamento do então ministro José Dirceu da Casa Civil, em junho de 2005. Até então, ambos sustentavam que a saída havia sido negociada.
Lula afirmou também pela primeira vez no "JN" ter demitido Antonio Palocci do Ministério da Fazenda, em março passado. Na época, Palocci saiu sob elogios do presidente.
Questionado sobre a demonstração de solidariedade a ministros afastados, Lula primeiro disse: "Eu afastei todos. Todos os que estavam dentro do governo federal foram afastados, todos, sem distinção. Todos os funcionários públicos de primeiro, segundo e terceiro escalões foram afastados."
A seguir, questionado especificamente sobre Dirceu, o presidente disse: "Foi afastado. Foi afastado. Eu o afastei. Afastei o Zé Dirceu, afastei o Palocci, afastei outros funcionários que estavam envolvidos e vou continuar afastando." Segundo ele, "o governo não acusa, mas age".

"Querido" e "grande irmão"
Oficialmente, Dirceu foi exonerado "a pedido", dois dias depois de o autor das denúncias do "mensalão", o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ), ter dito em cadeia nacional: "Sai daí, Zé".
"Durante esses dias eu tenho conversado reiteradas vezes com o presidente Lula e hoje pedi e comuniquei ao presidente Lula que quero voltar à Câmara", afirmou Dirceu, em 16 de junho de 2005. Sobre a reação de Lula, Dirceu disse na ocasião: "Ele aceitou meu pedido de afastamento do governo".
Chamando o amigo de "querido Zé", Lula escreveu: "Recebi seu pedido de afastamento das funções de chefe da Casa Civil. Decidi aceitá-lo, louvando seu desprendimento pessoal. Só pessoas da sua grandeza são capazes desses gestos".
Na saída de Palocci, derrubado como o principal suspeito pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que o acusava de freqüentar a chamada casa de lobby em Brasília, Lula chegou a discursar e chamou o ex-ministro da Fazenda de "eterno companheiro" e "grande irmão".
Na entrevista ao "JN", esperada com ansiedade por assessores palacianos, que o treinaram nos últimos dois dias para encarar perguntas sobre corrupção, Lula disse ter criado a CGU (Controladoria Geral da União). Na verdade, o órgão foi criado em 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso. Lula, ao assumir, deu status de ministério à CGU.
Dados preliminares do Ibope mostram que o "JN" de ontem teve 39 pontos de audiência. A entrevista de Alckmin teve 45 pontos. A de Heloísa Helena (PSOL), 40 e a de Cristovam Buarque (PDT), 42,5.
Sobre a dívida de R$ 29,5 mil com o PT que teria sido paga, na versão oficial, por Paulo Okamotto, amigo de Lula e atual presidente do Sebrae, o presidente disse ontem: "Eu não devo ao PT, portanto eu não deveria pagar". E acrescentou uma frase que teria dito a Okamotto: "Se você quiser pagar, você paga"
Lula ainda citou várias vezes a atuação da PF como uma marca de seu governo e procurou distribuir a culpa pela corrupção com governos passados. "Dá a impressão de que aconteceu ontem. Nunca foi presa tanta gente neste país. E de crimes que começaram em 85, 80, 90. São quadrilhas históricas no governo, que estavam embaixo do tapete e que resolvemos colocar os organismo públicos para funcionar".
Mais tarde, em entrevista ao "Jornal das 10", da GloboNews, questionado sobre sua declaração dos "300 picaretas", afirmou: "Você não pode querer que um presidente da República fale a mesma coisa que ele falou há 13 anos atrás em Rondônia, que eu estava em Rondônia quando disse isso".

Fala presidente, fala que eu adoro ouvir suas asneiras.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Lula sem Controle

Blog do Noblat
É recomendável que Lula evite comparecer a debates na televisão e no rádio com os demais candidatos à sua sucessão. Ele não resistiria ao sufoco.

Imaginem se Lula repetisse o que disse há pouco em entrevista ao Jornal Nacional - que não sabia do escândalo do mensalão até que ele foi descoberto, mas que é responsável pelos erros cometidos por qualquer um dos 1.200 mil funcionários públicos.

Ouviria na hora:
- Pare de enrolar. Quem se diz responsável por eventuais erros de 1.200 mil funcionários na verdade diz que não é responsável por nenhum erro. Quero saber como o senhor poderia desconhecer o que acontecia a poucos metros do seu gabinete e que resultou na demissão do seu principal ministro.

Ouviria na hora quando dissesse que nada fez para dificultar os trabalhos de qualquer CPI:
- Como nada fez? Então os ministros que tentaram impedir a criação de tantas CPIs agiram contra sua vontade?

Ai de Lula se esquecesse de responder à inevitável pergunta sobre a identidade daqueles que o traíram. Seria cobrado na hora:

- Quem traiu o senhor, quem? Dê os nomes.

Se Lula ousasse afirmar, como fez, que afastou seus dois principais ministros (José Dirceu e Antonio Palocci), o comentário viria em seguida:

- Afastou-os depois de tentar mantê-los enquanto pôde. E não se acanhou de chamar Palocci de "meu irmão" no dia em que ele foi embora.

E se ele repetisse o que disse a respeito de uma dívida com o PT que não reconhece, mas que Paulo Okamoto, presidente do Sebrae, mesmo assim pagou por ele e com seu próprio dinheiro?

Seria uma festa para qualquer adversário que pudesse comentar em seguida:

- Quer dizer que Okamotto é maluco de pagar uma dívida inexistente? O senhor pelo menos reembolsou-o?

William Bonner e Fátima Bernardes apertaram Lula que passou dois terços do tempo da entrevista respondendo a perguntas incômodas. Mas não o interromperam tanto como fizeram com Geraldo Alckmin. Nem foram tão agressivos.

Lula insistiu na tese do "eu não sabia". Pode ter deixado no mínimo a impressão de que não controlava as ações dos seus subordinados - o que é ruim para ele.

Heloísa Helena diz que má atuação do Legislativo é espelho de Lula

Terra
Heloísa Helena diz que Lula "não trabalha"
Em resposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse acreditar que o Congresso não votará nada neste ano, a senadora Heloísa Helena, candidata à Presidência da República pelo Psol, afirmou que o Legislativo é um retrato do chefe do Executivo. Para a senadora, "como o presidente não trabalha, o Congresso se espelha nele".
"Quando o presidente não trabalha, passeia, faz demagogia eleitoreira, leva o Congresso a ser desmoralizado." Ela disse ainda que devido ao Palácio do Planalto trabalhar de forma promíscua, o Congresso acaba funcionando de forma semelhante.

Lula fez a afirmação ontem à noite, em discurso como candidato, ao criticar a não-aprovação do Fundo Nacional do Ensino Básico (Fundeb). A medida já passou pela sanção do plenário do Senado, mas falta ainda ser votado na Câmara. "Com três dias por mês só trabalhando, acho difícil votar", afirmou o presidente.

A assessoria de imprensa da coordenação de campanha do PT, em Brasília, ao ser contatada pela reportagem do Terra, informou que não se pronunciaria, pois considera que o assunto cabe à Secretaria de Imprensa da Presidência da República.

Hoje é dia de entrevista.

SE APENAS 26% CONHECEM ALKMIN, SÓ TV DEFINIRÁ OPÇÕES

Política e Verdade

O cruzamento de dados das pesquisas eleitorais em que Alckmin aparece 27 pontos percentuais atrás de Lula revela um fato importante: só 26% da população sabem que ele é candidato e disputa com o Presidente, cuja existência é conhecida por 100% dos eleitores. Ora, se a essa altura, Alckmin tivesse intenções de voto acima da sua posição atual o fato seria surpreendente e suspeito.

Alckmin se mostra sereno e confiante, apesar dos números negativos das pesquisas Sensus e Datafolha. Dois episódios eleitorais recentes fatos podem ser lembrados:

1º - Nas eleições para Governador de São Paulo encontrava-se em situação semelhante – com Maluf em primeiro lugar - e ele terminou sendo eleito, derrotando o candidato petista Jose Genoíno, que veio em segundo, descendo Maluf para o terceiro lugar;

2º - Nas eleições para Governador de Minas em 1998, em Minas, Eduardo Azeredo estava mais de 20 pontos atrás do atual Ministro Hélio Costa e houve a virada.

A prova dos nove e motivos para derrotismo e triunfalismo só acontecerá quando os eleitores puderem confrontar Lula e Alckmin em igualdade de condições no programa eleitoral da TV.

Governo Lula usa burocracia para negar ajuda a SP

Ministério da Justiça cria embaraços para reter verba da Administração Penitenciária

O secretário da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, relatou ao jornal "O Estado de S.Paulo" como o Ministério da Justiça usa de embaraços burocráticos para não liberar os R$ 100 milhões prometidos para a construção de presídios. Enquanto emperra a verba, o ministro Márcio Thomaz Bastos tenta passar à população a idéia de que o Governo estadual não cumpre com sua parte.

Segundo a reportagem, "tudo começou no dia 14. Em reunião no Palácio dos Bandeirantes, Thomaz Bastos anunciou a liberação de R$ 100 milhões para a SAP por meio de medida provisória - R$ 50 milhões para a reforma e construção de presídios no Estado e R$ 50 milhões para gastos com o setor de inteligência."

Após entrevista do ministro, que tentou mostrar espírito colaborador, as dificuldades começaram. "Dias depois, o ministério informou que o dinheiro só poderia ser usado na construção de penitenciária. ‘Tínhamos duas licitações prontas, que estavam na fase de abertura de envelopes', disse Ferreira à reportagem do Estadão. O secretário disse que foi informado, então, que o dinheiro não podia ser liberado para projetos já licitados, a menos que a licitação estivesse no começo, o que não era o caso. A única exceção seria se o Estado estivesse enfrentando uma calamidade. Para provar as dificuldades de São Paulo, Ferreira mandou ao ministério cópias dos contratos de emergência para a reforma de 19 presídios destruídos em rebeliões", relata a reportagem.

Nem assim, o ministério encerrou a relação de empecilhos. "'Daí, eles disseram que precisavam do aval do TCU.' Todo o material foi repassado ao TCU e aguarda parecer do órgão. Depois, vai à assessoria jurídica do ministério e à da Caixa Econômica Federal, que financiará os projetos no Estado. ‘Os projetos estão prontos. Assim que digam que podemos mandá-los, nós os enviaremos. Na verdade, a verba não está disponível. Quando você apresenta a solução para o problema, eles criam novo embaraço'", concluiu o secretário para a reportagem do Estadão.

Ditos não feitos

Miriam Leitão

O Globo (10 de agosto) - Em abril e julho de 2002, o então candidato Lula me deu duas entrevistas no "Espaço Aberto", da Globonews. Não há relação entre o que ele dizia e o que ele fez. Disse que mudaria a política econômica porque para isso o PT estava concorrendo; afirmou não acreditar "nesses fundamentos econômicos"; prometeu uma reforma tributária para acabar com PIS, Cofins e CPMF. Pediu que eu cobrasse dele a seguinte promessa: acabar com as ocupações de terra e mortes no campo. A cobrança: até março deste ano os dados do próprio governo são de que houve 880 ocupações de terra e 72 mortes em conflitos agrários.

Visto com olhos de hoje, Lula está irreconhecível, exceto pelos clichês que ainda usa. Ele garantiu em todos os momentos daquela campanha que só ele poderia lidar com a questão dos sem terra. Na entrevista que me concedeu em abril de 2002, ele foi além.

- Eu vou lhe dizer uma coisa, e eu vou lhe dizer porque quero que você me cobre. Pode me cobrar em 14 meses. Nós somos a única possibilidade de fazer a reforma agrária sem uma morte e sem uma ocupação. Vamos nos sentar em torno de uma mesa, temos 90 milhões de hectares que não estão produzindo e que poderiam ser usados para a reforma agrária. Vamos fazer um fórum para discutir a questão.

Perguntei sobre os grupos mais radicais e ele respondeu:

- O país tem regras e leis. Não existe espaço para sectarismos. Aí entra o papel do Estado.

Como ele pediu cobrança, aqui está: Lula não apenas não cumpriu essa promessa, como no primeiro ano o número de ocupações pulou de 103 para 222, e as mortes, de 20 para 42. Só nos primeiros três meses de 2006 houve mais ocupações do que em todo o ano de 2002. Por causa da sua ambigüidade, o governo não conseguiu estabelecer a fronteira entre a reivindicação justa e o desrespeito às leis do país.

Na segunda entrevista, o PT já havia divulgado a Carta aos Brasileiros, com promessas de manter a política econômica, mas, nos comícios, o candidato dizia o oposto. Em São Bernardo havia dito, uma semana antes, que iria mudar a política econômica no primeiro dia. Perguntei em qual Lula deveria acreditar.

- A Carta ao Povo Brasileiro foi escrita em função de uma crise de mercado; a gente assumiu o compromisso de manter o superávit primário e metas de inflação. Esse era o limite da nossa conversa para os investidores, porque sabemos que tem um tempo de transição. A busca de mudança do modelo econômico tem que ser uma constante, só para isso é que o PT está concorrendo às eleições para presidente. Nós não acreditamos nesses fundamentos da política econômica que subordinou o país. Como não podemos mudar do dia para a noite, não vamos fazer isso a toque de caixa, temos que ter um tempo de transição. Temos que fazer com que haja mecanismos para que esse país possa até ter um superávit primário se ele arrecadar mais, acabar com a sonegação, acabar com a corrupção.

Voltei ao tema e perguntei se o que ele queria dizer era que o que estava escrito na Carta era só temporário. E ele respondeu:

- É lógico. O compromisso é fazermos uma transição para um modelo que acredite na produção.

A reforma tributária foi tema nos dois programas e ele prometeu fazê-la:

- O companheiro Palocci apresentou uma proposta de reforma tributária com apoio de todos os partidos. E não foi feita. Significa que esse governo não quer fazer a reforma tributária.

A reforma seria: reduzir a carga tributária, mudar o Imposto de Renda criando uma alíquota de 5% até a mais alta de 50%, desonerar a produção acabando com PIS, Cofins e CPMF, desonerar a exportação, tributar as grandes fortunas e as heranças. Sobre a CPMF ele disse que reduziria a alíquota para 0,08% já em 2004, deixando apenas com sentido fiscalizatório. Na segunda entrevista, prometeu uma reforma tributária emergencial e culpou o governo da época que "não age e não faz". Ele prometeu também "vontade política" para reduzir os juros.

No item segurança há igualmente distância entre o dito e o feito:

- O governo federal vai assumir a responsabilidade de ser o gestor na área de segurança, o governo vai assumir a construção de presídios federais, vai unificar as ações policiais de Roraima ao Rio Grande do Sul.

Na política social, ele defendia a versão original do Fome Zero, que era a distribuição de um cupom para ser usado em supermercados cadastrados em troca de comida. Perguntei se não era melhor investir em Bolsa Escola em vez de em um programa assim tão burocrático.

- O Fome Zero quer resolver o problema da fome e tem alternativas como cesta básica, por exemplo. Com o cupom, o cidadão vai ao supermercado e compra comida, e vamos cadastrar todos os supermercados.

Essa idéia era ruim, foi abandonada sem ter sido implementada, e o que funcionou foi mesmo uma versão ampla do Bolsa Escola, que mudou de nome para Bolsa Família.

Claro que na prática muita teoria se comprova errada. Mas impressiona a distância entre as promessas de Lula e seu governo.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Escuta telefônica indica interesse do PCC prejudicar o PSDB

Terra Magazine
O presidente da República, Lula, disse hoje que o secretário de segurança de São Paulo, Saulo de Castro, "deveria ser mais sensato ao abrir a boca". O secretário, nos últimos dias, tem insinuado supostas ligações do PT com o crime organizado (leia-se PCC). O mais importante, nessa troca de chumbo entre setores do PSDB e do governo federal, é o que não está sendo dito. E que Terra Magazine revela nas linhas abaixo: são trechos de uma conversa entre dois criminosos ligados ao PCC em que um deles diz ser portador de uma ordem para "matar politicos" de uma "câmera municipal" e "PSDB".

Terra Magazine transcreve ipsis literis, inclusive com erros gramaticais, o que está escrito no documento "confidencial" que autoridades do governo de São Paulo e do governo federal conhecem há quase um mês:

HNI2- Irmão, vo coloca um crédito nesse novo número aqui. Então eu vou mandar uma mensagem para vocês ai, ta?
HNI1- O irmão, irmão tem alguma cobrada aqui?
HNI2- Não, não tem não.
HNI1- Se quê, irmão?
HNI2- Fala aí.
HNI1- É, 11,3735-(...)49,
HNI2- Irmão, o irmão tá ciente já do salve (NR: "ordem", no jargão do crime) que chegou, irmão?
HNI1- Não, não.
HNI2- Não?
HNI1- Não.
HNI2- Mas dá pra o irmão pegar agora aí, irmão?
HNI1- Passa ele inteiro para mim aí, cara.
HNI1- Passa ele, passa ele, ai na hora que eu pá...tô no carro aqui agora(...) para pelo menos eu ter ciência do que é, e é o seguinte...
HNI2- tá bom, irmão, vou lê aqui pro irmão aqui, tá bom? Mandar matar todos os políticos da câmera municipal do (...) e PSDB, incendiá concessionárias de carros, caixas eletrônicas, cinemas e supermercados grandes. Matar todos os funcionários em geral do Estado de São Paulo. Colocar faixa opressão carcerária.
HNI1- Certo.
HNI2- Entendeu, irmão?
HNI1- Em cinco minutos eu tô na região(...) E o ...jão?
HNI2- Ó irmão, ele foi dormir agora, irmão. Desde ontem ele ficou acordado, ele foi dormir agora, irmão.
HNI1- (...)geral.
HNI2- Isso...pro interior geral, entendeu irmão?Ele já fechou aqui ó, Campinas já passou ontem com RB (?) na linha. Entendeu irmão...
HNI2- Agora falta aquela região lá do outro lá, aquela regiãozinha ali, entendeu irmão.
HNI1- Certo, certo, certo...
HNI2- Mais próximo ali do zero zero(...) entendeu irmão?
HNI1- Certo?
HNI2- As outras, o irmão já espalhou tudo, ó.
HNI1- E nos outros do interior (...) já veio?
HNI2- Já, já, já ta vindo alguns retorno já, entendeu?
HNI1- Tá bom.
HNI2- Um beijão irmão...

O documento até agora não revelado ao público é o pano de fundo, embasa essa escalada verbal e a troca de acusações entre setores do governo paulista, do PSDB, e do governo federal desde 12 de julho.

Classificado como "confidencial", no setor de Inteligência em São Paulo - onde Terra Magazine obteve uma cópia - e "ultra confidencial" na área de Inteligência em Brasília, o documento contém porções da conversa grampeada entre dois "homens não identificados", e por isso mesmo chamados de "HNI 1" e "HNI 2". Homens do PCC.

A conversa foi grampeada pela polícia de São Paulo às vésperas de, coincidência ou não, o assunto vir indiretamente a público. Dia 12 de julho a conversa estava transcrita e a secretaria de segurança de São Paulo já tinha ciência do teor.

Sem que jamais o documento fosse citado naquele dia, ou nas trocas de acusações desde então, no mesmo 12 de julho o senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) insinuou, pela primeira vez, supostas ligações entre o PT e o PCC.

No dia seguinte, 13 de julho, o candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, José Serra, avançou. Questionado sobre as declarações de Bornhausen afirmou existirem "indícios" de ligação entre o PT e o PCC.

O candidato à presidência, Geraldo Alckmin, perguntado, contou ter identificado "coisas estranhas" nas ações do PCC. Foi, então, bem mais evasivo do que na entrevista de anteontem ao Jornal Nacional. A William Bonner e Fátima Bernardes disse perceber sinais de "guerrilha" na ações do PCC. Isso depois de ter afirmado e reafirmado nos últimos dias estranhar a "coincidência" entre as ações e o período eleitoral.

Na única manifestação, indireta, sobre temas do gênero o governador de São Paulo, Cláudio Lembo, afirmou ser contrário ao uso de informações "levianas" com objetivo político. Está combinado para as próximas 48 horas um encontro entre o presidente Lula e o governador Lembo. O assunto é a segurança pública em São Paulo.

Explicação para o sucesso de Lula nas pesquisas.

terça-feira, agosto 08, 2006

Comece bem o dia.


Passo Nº 1 - Inicie seu computador;
Passo Nº 2 - Abra um novo arquivo;
Passo Nº 3 - Salve-o com o nome de "Luis Inácio Lula da Silva";
Passo Nº 4 - Selecione o arquivo e clique em "Excluir";
Passo Nº 5 - Vai aparecer a seguinte mensagem;
"Tem certeza que deseja enviar 'Luis Inácio Lula da Silva' para a Lixeira?"
Passo Nº 6 - Clique em sim;
Passo Nº 7 - Pronto! Você já não se sente melhor?

Comparações

- Londres, 1940. Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico; como tenente-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos bombardeios. Hoje ela é a rainha Elizabeth II.

Brasília, 2005. A primeira-dama Marisa requer cidadania italiana - e consegue. Explica, candidamente, que quer "um futuro melhor para seus filhos".

- Diamantina, interior de Minas, 1914. O jovem Juscelino Kubitschek, de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapato. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu Medicina e se especializou em Paris. Como presidente, modernizou o Brasil. Legou um rol impressionante de obras e amantes; humilde e obstinado, é (e era) querido por todos.

Brasília, 2003. Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não ter estudado. Acha bobagem falar inglês. "Tenho diploma da vida", afirma. E para ele basta. Meses depois, diz que ler é um hábito chato. Quando era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje, ao que parece.

- Washington, 1974. A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.

Brasília, 2005. Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar. Ante as muitas provas, Lula repete o "eu não sabia de nada!", e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que foi "traído", mas não conta por quem.

- Londres, 2001. O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo. Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair, que vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.

Brasília, 2005. O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho nessa "sujeira". Qual sujeira?

- Nova Délhi, 2003. O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo EMB 195, da Embraer, por US$ 20 milhões.

Brasília, 2003. Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve. Quer um dos caros, de um consórcio anglo-alemão. Gasta US$ 57 milhões e manda decorar a aeronave de luxo nos EUA.

Pensem bem antes de votar.

Dez perguntas para o Jornal Nacional fazer a Lula

Blog do Reinaldo Azevedo
1) O senhor prometeu criar 10 milhões de empregos e chegará ao fim do mandato criando quatro milhões. Neste tempo, a renda da classe média caiu, e os empregos gerados se concentram na faixa de até 2 salários mínimos. A chamada distribuição de renda do seu governo não se faz às custas do empobrecimento dos menos pobres?
2) O sr. disse que banqueiro lucra no seu governo e, por isso, não precisa de Proer. O sr. sabe quantos Proers o Brasil paga por ano para sustentar os juros reais mais altos do mundo?
3) O seu filho, até bem pouco tempo antes de o sr. assumir a Presidência, era monitor de Jardim Zoológico e, hoje, já é um empresário que a gente poderia classificar de milionário. O sr. não acha uma ascensão muito rápida?
4) Genoino sabia do mensalão. Silvio Pereira sabia do mensalão. Dirceu sabia do mensalão. Ministros foram avisados do mensalão. Só o senhor, da cúpula, não saberia. O senhor não acha que, nesse caso, não saber é tão grave quanto saber? E se houver mais irregularidades feitas por amigos seus que o senhor ignore?
5) Presidente, na sua gestão, as invasões de terra triplicaram, caiu o número de assentamentos e mais do que dobrou o número de mortos no campo. Como o senhor defende a sua política de reforma agrária?
6) O senhor não tem vergonha de subir em palanque onde estão mensaleiros e sanguessugas?
7) Presidente, em 2002, o Brasil exportava a metade do que exporta hoje, e o risco país era sete ou oito vezes maior. O país pagava 11% de juros reais. Hoje, continuamos a pagar mais de 10%. Como o senhor explica isso?
8) Em 2002, o governo FHC que o sr. tanto critica repassou para São Paulo, na área de segurança, R$ 223,2 milhões. Em 2005, o seu governo repassou apenas R$ 29,6 milhões. Só o seu avião custou R$ 125 milhões. Não é muito pouco o que foi dado ao Estado que tem 40% da população carcerária do país?
9) Quando o sr. assumiu, o agronegócio respondia por mais de 60% do superávit comercial. Quase quatro anos depois, o setor está quebrado, devendo R$ 50 bilhões. O sr. não acha que o seu governo foi um desastre na área?
10) Presidente, até agora, fizemos com o senhor o que fizemos com Alckmin. E vamos continuar. Diga que marca o senhor pretende imprimir no próximo mandato.

Dinheiro Prometido pelo Governo Federal não Chega a São Paulo

Diário Online
Saulo diz que entrega o cargo se dinheiro prometido pelo governo sair
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro, lançou nesta segunda-feira um desafio ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Ele disse que colocará o cargo à disposição se os R$ 100 milhões prometidos pelo governo federal para o sistema prisional paulista forem realmente liberados.

"Estou dizendo que o ministro da Justiça faltou com a verdade quando disse que o dinheiro viria já. Não veio e não virá", atacou Saulo. "Se o que ele disse realmente acontecer, eu me calo e entrego o cargo", continuou.

Os R$ 100 milhões foram prometidos pelo governo federal em julho, quando São Paulo enfrentou a segunda onda de violência promovida pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Do total, R$ 50 milhões seriam destinados ao setor de inteligência e outros R$ 50 milhões para a aquisição de equipamentos e reforma ou construção de presídios.

Exército – Sobre o apoio do exército nacional, que deve novamente ser oferecida por Bastos após os novos ataques do PCC, Saulo afirmou que seriam necessários quatro mil homens, e não dois mil, proposta que havia sido feita pelo governo federal em junho.

O secretário de segurança informou que eles atuariam no combate ao tráfico de drogas nas favelas da cidade e na segurança de presídios que destruídos em rebeliões.

O ministro da Justiça também voltará a fazer ao Estado uma oferta de 40 vagas no Presídio Federal de Catanduvas (Paraná). Para este local devem ser transferidos os detentos mais perigosos de SP e líderes de facção criminosas.

Ex-assessor diz em livro que presidente Lula sabia de tudo

Olhão
Amigo do presidente conta os bastidores do poder em edição da Companhia das Letras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não só sabia dos acordos do PT com outros partidos como participou de várias negociações. Esta é uma das revelações feitas pelo ex-assessor de imprensa da Presidência, e amigo pessoal de Lula, Ricardo Kotscho, no livro “Do Golpe ao Planalto - Uma Vida de Repórter” (Companhia das Letras).

Ricardo Kotscho começou a carreira em 1964, passando por redações como as do Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo e Veja, até chegar ao Planalto como assessor de Lula.

Segundo explica no livro, Kotscho teve por muito tempo a convicção de que um governo petista poderia sofrer de vários males, menos o da corrupção. Essa certeza, porém, foi por água abaixo quando explodiu o caso Waldomiro Diniz, seguido depois do mensalão, a queda de José Dirceu e a máfia dos sanguessugas. Entre outras revelações, o livro deixa claro que Lula não só sabia desde o começo das tramóias do PT, como teve participação ativa na negociação com o PL no processo de cooptação de uma base aliada para o seu governo.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Lembra do Mensalão?

Em Minas, Lula divide palanque com mensaleiro

O Estado de São Paulo
Além do petista João Magno, presidente teve de discursar ao lado do polêmico Newton Cardoso

Ao participar de um comício ontem em Governador Valadares (MG), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dividiu o palanque com dois personagens que provocaram constrangimento: o deputado João Magno (PT-MG), um dos mensaleiros beneficiados pelo dinheiro do valerioduto, e o candidato a senador Newton Cardoso (PMDB), alvo habitual de críticas dos petistas mineiros e até mesmo de integrantes de seu partido. Magno foi o petista que, ao ser absolvido pelo plenário da Câmara, no dia 22 de março, foi homenageado pela colega Angela Guadagnin (PT-SP) com a célebre “dança da pizza”.

O previsto inicialmente era a adoção do novo formato bolado para os comícios de Lula, com dois palanques. Num deles, ficaria o presidente candidato à reeleição e seus principais aliados na disputa no Estado. No outro, seriam abrigados deputados federais e estaduais e prefeitos.

A justificativa oficial era que o palanque principal ficaria muito cheio. Mas haveria o ganho colateral de evitar que Lula pedisse voto ao lado de sanguessugas, mensaleiros ou políticos envolvidos em escândalos. Só que o palanque principal ficou vazio e os deputados acabaram sendo convidados a reforçá-lo.

Foi a invenção do chamado “palanque dos excluídos” que provocou o esvaziamento do comício. Um dos políticos ausentes, que não quis não se identificar, disse que a separação significava “uma humilhação”.

Diante do problema, o próprio Lula pediu desculpas. “Quero dar os parabéns aos prefeitos que estão aqui. Lamentavelmente me disseram que no palanque não cabe muita gente”, disse o presidente, que estava na companhia do vice José Alencar, que é de Minas. “De vez em quando, a gente vê na televisão um palanque quebrar. Como eu e o Alencar, que já temos 50 anos de idade, não podemos correr o risco de nos machucar com o palanque caindo, então quero pedir desculpa aos prefeitos de tê-los separado aqui do palanque oficial. Mas, como nós somos companheiros, nós estamos ligados por uma química. Não é esse fato que vai nos separar.”

O comício teve um público abaixo do esperado. Eram 1.500 pessoas, segundo a Defesa Civil, ou 3 mil, segundo o comitê da campanha da reeleição. Antes do evento, Lula vistoriou obras da BR-116 e, em seguida, subiu num jipe emprestado por um petista e desfilou pelas ruas da cidade.

Ele pediu aos eleitores que ajudassem a eleger deputados dos partidos governistas. “Vocês sabem o sacrifício que a gente sofre lá em Brasília.”

O presidente abriu seu pronunciamento de 30 minutos brincando que “tinha desaprendido de fazer comício”. “Mas aqui, estou voltando aos velhos tempos. Fazer comício é como andar de bicicleta. Andou uma vez, nunca mais a gente desaprende.”