sábado, outubro 14, 2006

Lula vai fugir do debate.

Lula falou que se as eleições fossem pro segundo turno ele iria debater 24h por dia, que ele gosta e sempre participou de debates. Agora vemos como nosso (argh) presidente é mentiroso, fujão e cagão. Depois de ficar sem dar nenhuma resposta no debate da Band, agora ele não vai participar do debate da TV Gazeta. Povo brasileiro, quem não deve não teme, será que não enxergam o que está acontecendo debaixo dos seus olhos?!?

Estadao.com.br
Lula não vai ao debate da TV Gazeta na próxima terça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participará do debate com o seu adversário Geraldo Alckmin (PSDB), previsto para a próxima terça-feira, dia 17, na TV Gazeta. A informação é do presidente em exercício do PT e coordenador de campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia. "O presidente não poderá ir", afirmou Marco Aurélio, alegando problemas de agenda.

Segundo a emissora, o candidato tucano já havia confirmado presença. Portanto, como não haverá confronto entre os presidenciáveis, será realizada uma entrevista de 40 minutos com Alckmin.(...)

O Comentário de Arnaldo Jabor censurado.

Porque o Jabor proferiu sua opinião, seu comentário foi censurado e a rádio CBN teve de retirá-lo do ar. Se um comentarista não pode expôr suas idéias, pra que ele serve então?

O comentário impugnado foi o seguinte: "Amigos ouvintes, o debate de domingo serviu para vermos os dois lados do Brasil. De um lado, um choque de capitalismo. De outro, um choque de socialismo deformado num populismo estadista, num getulismo tardio. De um lado, São Paulo e a complexa experiência de Estado industrializado, rico e privatista. De outro, a voz dos grotões, onde o estado ainda é o provedor dos vassalos famintos. De um lado, a teimosa demanda do Alckmin pelo concreto da administração pública, e do outro, o Lula, apelando para pretextos utópicos, preferindo rolar na retórica de símbolo (...)"

VEJA - Ficou ainda pior

Relatório do TCU diz que dinheiro das cartilhas pode ter pago dívida do PT

Em sua edição de 13 de setembro, VEJA revelou a justificativa dada pelo governo ao Tribunal de Contas da União (TCU) para o desaparecimento de 2 milhões de encartes e revistas de propaganda institucional pagos com dinheiro público. O governo informou ao TCU que o material, sobre o qual não há registro nas repartições oficiais, havia sido entregue diretamente pelas gráficas ao Partido dos Trabalhadores. Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), responsável pela elaboração da propaganda, isso ocorreu porque o PT se dispôs a distribuir os encartes e revistas à população, com o objetivo de baratear os custos para os cofres do Estado. Diante da explicação do governo, o ministro Ubiratan Aguiar, relator do processo que investiga o caso, afirmou, em voto proferido no mês passado, ter havido uma confusão inadmissível entre os interesses do governo e os de um partido político. Ele determinou, ainda, que o ex-ministro Luiz Gushiken, na ocasião à frente da Secom, e outros nove funcionários devolvessem ao Erário o valor gasto com o material supostamente entregue ao PT, além daquele despendido com outros 3 milhões de exemplares efetivamente distribuídos, mas produzidos a preços superfaturados. O total do dinheiro a ser reembolsado alcança 11 milhões de reais.

Na semana passada, VEJA teve acesso às 32 páginas do relatório técnico do TCU sobre o assunto e descobriu que o caso é bem complicado. Para os auditores do tribunal, há a hipótese de que os 2 milhões de encartes e revistas não tenham sido sequer produzidos e que o dinheiro pago pela Secom às gráficas serviu, na verdade, para remunerar serviços eleitorais feitos por elas ao próprio PT. A versão de que as cartilhas foram entregues ao PT seria, portanto, apenas uma desculpa para encobrir o crime de desvio de dinheiro público. Ao todo, dos 25 pontos fornecidos pela Secom para tentar comprovar a existência do material gráfico e a sua conseqüente distribuição, dezenove foram rechaçados pelos técnicos do tribunal. Os outros seis são compostos apenas de dados acessórios.

A mixórdia de versões da Secom é grande. De acordo com a secretaria, 1.000 exemplares foram entregues diretamente ao escritório da Presidência da República em São Paulo. Os técnicos do TCU, no entanto, não encontram uma prova consistente disso. A nota fiscal emitida pela gráfica responsável pela confecção desses exemplares estava em branco no campo destinado ao receptor. Há irregularidades mais gritantes. Na suposta entrega para o PT de um lote de 48.000 unidades, a nota fiscal traz valor distinto daquele pago pela Secom para a impressão das cartilhas. A secretaria diz que pagou 2,49 reais por unidade, mas no documento está 1,61 real. No afã de conseguir qualquer documento para comprovar o envio das revistas, a Secom chegou a entregar ao TCU recibos que faziam referência a um material editado em espanhol. Com relação a outros lotes, a secretaria nem sequer se deu ao trabalho de explicar ou anexar documentos que provassem sua confecção e distribuição.

As agências de publicidade responsáveis por produzir os encartes e revistas têm relação antiga com o PT. Uma delas é a Duda Mendonça & Associados, do marqueteiro próximo ao presidente Lula. A outra é a Matisse, de Paulo de Tarso Santos, publicitário amigo do presidente e marqueteiro das duas primeiras campanhas de Lula ao Planalto, em 1989 e 1994. Não é novidade que, para o PT, não há fronteira entre Estado e partido. Essa confusão foi atestada pelo próprio ministro Ubiratan Aguiar em seu voto. Esperava-se apenas que, após os escândalos que envolveram a Secom no ano passado, como os contratos superfaturados com as empresas do lobista Marcos Valério, o governo promovesse uma limpa nos quadros do órgão. Mas o que se viu foi um desligamento apenas formal de Gushiken e de seu então braço-direito, Marcus Flora. Dos outros oito servidores responsabilizados pelo TCU no caso dos encartes e revistas desaparecidos, seis continuam na secretaria, firmes e fortes, mandando e desmandando. Esse é o governo da companheirada.

VEJA - Diogo Mainardi

Lula, Freud e dinheiro sujo: tudo a ver

"Todos os rastros apontam para o mesmo lugar: o Palácio do Planalto. Os golpistas que tramaram contra os tucanos eram da turma do presidente. E tudo indica que o dinheiro que eles usaram veio de lobistas e empresários que tinham interesse no governo federal"

Estou todo embananado. Lula. Freud Godoy. Naji Nahas. Daniel Dantas. Telecom Italia. Telemig. Marcos Valério. Duda Mendonça. Delfim Netto. O que une um ao outro? O que é verdade? O que é mentira?

Ordenando os fatos:

1. A CPI dos Sanguessugas quer descobrir se Naji Nahas depositou 396.000 reais na conta da empresa do gorila particular de Lula, Freud Godoy.

2. Isso teria ocorrido em 5 de setembro, poucos dias antes de o comando da campanha de Lula ter sido flagrado tentando comprar o dossiê contra os tucanos.

3. O dinheiro que Naji Nahas teria repassado a Freud Godoy estava aplicado em cotas acionárias da Telemig. Até recentemente a empresa era controlada por Daniel Dantas.

4. A Telemig foi uma das maiores pagadoras de Marcos Valério.

5. Marcos Valério deu dinheiro a Freud Godoy.

6. Duda Mendonça tinha a conta de publicidade da Brasil Telecom, outra empresa controlada por Daniel Dantas.

7. Duda Mendonça também deu dinheiro a Freud Godoy. E recebeu ainda mais de Marcos Valério, lá fora.

8. Daniel Dantas e Naji Nahas trabalham juntos. Naji Nahas é o plenipotenciário da Telecom Italia no Brasil. Ele intermediou o acordo entre os italianos e Daniel Dantas.

9. VEJA noticiou que, em maio de 2003, a Telecom Italia deu 3 200 000 reais em dinheiro vivo a Naji Nahas. O dinheiro foi entregue a deputados da base lulista, segundo fontes da própria Telecom Italia.

10. Aqui na coluna contei que Naji Nahas, em 2002, arrecadou dinheiro ilegal para a campanha de Lula. Na época, defini Naji Nahas como a figura mais extravagante do lulismo.

11. A ponte entre Naji Nahas e Lula era Delfim Netto. O mesmo Delfim Netto que, como declarou Lula na última terça-feira, não foi eleito por "vingança de um conjunto de elitistas, porque defendia a nossa política".

Perdeu-se? Eu também me perdi. Muitas perguntas precisam ser respondidas pela CPI dos Sanguessugas. O dinheiro que Naji Nahas supostamente entregou a Freud Godoy seria usado para comprar o dossiê? Quem era o dono do dinheiro? O próprio Naji Nahas ou um de seus empregadores? Qual é o elo com o valerioduto? Por que Freud Godoy recebe dinheiro de tanta gente?

Estou embananado. Mas todos os rastros, de 1 a 11, apontam para o mesmo lugar: o Palácio do Planalto. Os golpistas que tramaram contra os tucanos eram da turma do presidente. E tudo indica que o dinheiro que eles usaram veio de lobistas e empresários que tinham interesse no governo federal.

Lula disse: "Esse menino não tem nada a ver com isso". O menino, no caso, era Freud Godoy. Se Lula disse, uma certeza a gente pode ter: é mentira. O menino tem tudo a ver com isso.

VEJA - Aerolula vale mesmo 5 hospitais.

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Votar contra Lula é salvar a América do castro-comunismo

Mídia sem Máscara
por Alejandro Peña Esclusa
Dentro do Brasil, Lula é conhecido como um esquerdista “moderado”, salpicado pela corrupção de seu partido (PT) porém, com boas intenções; um homem popular, carismático, que vem de baixo e que progrediu graças ao seu próprio esforço. Entretanto, analisado internacionalmente, Lula tem outra cara, grave, preocupante e muito prejudicial.

Lula é o criador – junto com Fidel Castro – do Foro de São Paulo, organização que agrupa todos os movimentos de esquerda da região e que inclui entre seus membros Hugo Chávez, Evo Morales, as FARC e o ELN.

Desde a Presidência do Brasil, Lula apadrinhou todos os seus sócios do Foro de São Paulo. O faz de maneira muito sutil, porém sumamente eficiente. No caso de Chávez, é evidente que Lula o salvou cada vez que ele esteve em perigo, como expliquei em minha “Segunda carta ao povo brasileiro”. Justo agora, pretende lançar Chávez no Conselho de Segurança da ONU.

Embora quisesse, Lula não pode promover o castro-comunismo no Brasil porque, sendo a 11a. economia do Ocidente, as sólidas instituições brasileiras o impedem. Porém, em países mais vulneráveis, com instituições mais débeis, como a Bolívia, a Nicarágua e a Venezuela, Lula certamente pode respaldar com suas ações e omissões o castro-comunismo, como na verdade o tem feito.

O projeto do Foro de São Paulo expandiu-se com enorme força nos últimos meses: Chávez pensa em reeleger-se, cometendo fraude; Evo Morales pretende instaurar uma ditadura, usando como mecanismo a Constituinte; Rafael Correa pode ganhar as eleições no Equador, do mesmo modo que Daniel Ortega na Nicarágua; López Obrador e Ollanta Humala estão desestabilizando o México e o Peru respectivamente; Kirchner e Tabaré iniciaram uma perigosa perseguição contra seus adversários históricos, a qual reativa divisões há tempo superadas na Argentina e Uruguai. Todos eles contam com o apoio de Lula para alcançar seus fins.

Votar contra Lula nas próximas eleições não significa simplesmente uma mudança de governo – assunto que pode ser ou não ser atrativo para os cidadãos brasileiros – senão uma mudança na política internacional. Sem Lula na Presidência do Brasil, o castro-comunismo não terá um padrinho crível (Chávez não tem a credibilidade internacional de Lula), e o projeto do Foro de São Paulo virá abaixo.

Frei Betto, o “teólogo da libertação” diz que vai votar em Lula e explica sua decisão. Ele diz que enquanto Lula permanecer no poder se facilitarão “as coisas na Cuba de Fidel, na Bolívia de Evo e na Venezuela de Chávez”. Disse que Lula tinha uma “importância internacional para a atual geopolítica Latino-americana”.

Também expressou seus desejos de que um segundo mandato de Lula deveria ser mais “avançado” que o primeiro no social, e advertiu que, se Lula ganhar, a mudança necessária “dependerá muito da capacidade de pressão dos movimentos sociais, para levar a um maior progressismo, com uma política menos neoliberal e menos dependente do capital financeiro”. Diz ainda que o Brasil é chave no MERCOSUL e na relação com a Venezuela e pensa que “sem o Brasil, a integração se debilita”.

Os cidadãos brasileiros têm em suas mãos a possibilidade de neutralizar o terrível avanço do castro-comunismo na região. Votar contra Lula nas próximas eleições, é salvar toda a América das garras de Chávez e de Fidel Castro.

Arnaldo Jabor

12/10/2006
Os culpados são as vítimas

11/10/2006
Uma nova maneira de mentir foi inventada no Brasil

quinta-feira, outubro 12, 2006

PTnóquio

Entre em www.google.com.br, digite: O maior mentiroso do Brasil
e clique em Estou com Sorte.

Você verá que até o Google já sabe a verdade.

Nem irmão vota no Lula.

O Estado se São Paulo
'Vou com Alckmin', diz irmão de Lula

Jackson critica corrupção e acusa petista de 'comer no mesmo prato' de acusados

Jackson Inácio da Silva, um dos irmãos do presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já definiu seu voto. Ao contrário do que se poderia imaginar, o mestre de obras de 52 anos - nove a menos do que o irmão presidente - vai repetir no dia 29 o que já fez no primeiro turno: votar em Geraldo Alckmin (PSDB).

Dizendo-se decepcionado com a gestão do irmão, 'que não vê desde a posse (em 1º de janeiro de 2003), Jackson afirmou que a administração de Lula é marcada pela escolha de uma equipe ruim.

'Ele é muito mal assessorado. Começou errando quando não soube escolher sua equipe', avaliou. 'Não sou só eu quem está decepcionado com o governo Lula. É o Brasil inteiro', prosseguiu.

Jackson, que mora em Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, com a mulher e três filhos, lamenta os escândalos de corrupção que marcaram o governo do irmão mais velho. Mas diz não acreditar que Lula 'não sabia' de nada.

'É impossível que ele não soubesse de nada. Seria muita ingenuidade acreditar nisso', disse ontem, em entrevista, por telefone, ao Estado.

'Não era isso o que esperávamos dele. Todos esperávamos um governo com mais coerência', observou. Para Jackson, o governo do petista merece, no máximo, 'nota 5 ou 6'.

O irmão do presidente-candidato vai além. Disse que Lula demorou para afastar os ministros envolvidos nos escândalos de corrupção e que continua tendo relacionamento estreito com o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares - acusado de ser o operador do mensalão - e com José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil e deputado cassado. 'Eles continuam todos comendo no mesmo prato', acusou.

Sobre a escolha de votar em Alckmin, Jackson disse que o tucano é, desde o início da campanha, a 'melhor opção' apresentada. 'Eu sou contra a reeleição, ainda mais no caso do governo Lula, que deixou a desejar.' Além do mais, disse ele, 'o Alckmin pode representar mudança'. Jackson contou que desde que assumiu a Presidência o irmão nunca mais procurou a família. 'Eu falo apenas com os meus irmãos de São Paulo, como o Frei Chico', disse.

'Mas agora acho que alguém vai me ligar para reclamar da minha decisão.' E logo avisa: 'Vou com o Alckmin. Não tem jeito.'

Um samba de muitas notas

O Estado de São Paulo
Despreparado para enfrentar aquilo de que fugiu durante todo o mandato - a contestação face a face de suas alegações triunfalistas em relação a qualquer e a todos os aspectos de seu governo -, o presidente Lula saiu atordoado dos estúdios da TV Bandeirantes depois do debate em que o tucano Geraldo Alckmin já na sua primeira intervenção o levou às cordas. Pudera. Sorteado para abrir o confronto, o ex-governador foi direto à mais recente manifestação do problema em relação ao qual nem o seu adversário muito menos os petistas em geral conseguiram alguma vez oferecer uma resposta convincente: as investidas seqüenciais contra a lei e os princípios da ética na política, a que se entregou com gana incomum o esquema petista de poder.

Pegou tão fundo a cobrança de Alckmin sobre a origem da bolada com a qual agentes petistas iam comprar o desde logo desmoralizado dossiê antitucano que no dia seguinte Lula ainda continuava grogue. E, nesse estado de desorientação, em vez de ficar na muda, como aconselharia a prudência, resolveu partir para um revide infeliz, que decerto dará novas armas ao seu desafiante. De fato, em seus comentários sobre o comportamento do opositor, ele apenas escancarou o flanco que deixara aberto na noite de domingo. Com ares de vítima de uma ignominiosa onda de calúnias, a uma platéia de evangélicos que dizia amém às suas parábolas - como a direita cristã americana diante do presidente Bush -, Lula proferiu pelo menos duas enormidades.

A primeira foi chamar Alckmin de “samba de uma nota só”, por sua insistência em debater os atos sistemáticos de corrupção do petismo federal. Se Alckmin é o candidato de “uma nota só”, Lula pode ser chamado de candidato de 1 milhão e 750 mil notas.

Depois, misturando metáforas, como de seu feitio - no domingo sugeriu que o oponente fizera um “curso de psicodrama” para decorar as suas falas, como se essa fosse a serventia do método terapêutico -, Lula comparou Alckmin a um “delegado de porta de cadeia”. Pior do que se atrapalhar com a expressão “advogado de porta de cadeia”, quem sabe por um lapso freudiano, foi ele dar margem a que a oposição lhe dê o troco apropriado, lembrando que esse é o papel que vem desempenhando Márcio Thomaz Bastos como ministro da Justiça do governo petista.

Além disso, no caso específico do esclarecimento da Operação Tabajara, pouca dúvida pode existir de que Bastos advoga para a reeleição do chefe. Numa transparente tentativa de retardar os trabalhos da Polícia Federal, que lhe é subordinada, ele previu sossegadamente que a verdade sobre o negócio do dossiê de forma alguma poderia ser conhecida antes do segundo turno, tão extraordinariamente difícil seria a tarefa de reconstituir a trajetória do escândalo e identificar os fornecedores do alentado numerário - que o órgão, contrariando a praxe, não quis que fosse fotografado. Se isso não é advocacia de porta de cadeia, o que será?

A cartada da vitimização, traduzida nas acusações de Lula a Alckmin, só poderia ganhar a mesa se os 58 milhões de eleitores que no 1º de outubro se negaram a votar em Lula e sabe-se lá quantos dos que o fizeram formassem uma imensa legião de pascácios. O truque até que poderia funcionar se a malfeitoria do dossiê - que de fato ajudou a levar a disputa para o segundo turno, para infelicidade do presidente - tivesse sido um raio em céu azul, a proverbial exceção que confirmaria a regra da integridade moral do governo e do partido hegemônico. Mas o de que se trata não é de denúncias não confirmadas, mas sim de uma seqüência de fatos flagrados, a começar pelo pedido de propina de Waldomiro Diniz, passando pela cueca cheia de dólares e o caso do caseiro Francenildo, até o dossiê de 1 milhão e setecentas e cinqüenta mil notas. Ou seja, trata-se da “sofisticada organização criminosa” a que se referiu o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, nomeado por Lula.

E, diante desse lodaçal, o presidente apenas “cortou na carne”, como se gaba, apartando-se da verdade, impelido pela força dos fatos - e para se distanciar dos companheiros-aloprados. Por isso, pouco importa que o golpe do dossiê não lhe conviesse. O ato “abominável” foi coerente com o padrão ético do lulismo. Agora, Lula querer se passar por vítima de caluniadores já é demais.

terça-feira, outubro 10, 2006

Semelhanças são meras coincidências, ou será que não?

Vi isso lá no Fora Apedeuta!
O que mais nosso atual governo copia e pretende copiar do ditador e ídolo dos petistas Hugo Cháves?

Veja isso

Lula recebe R$ 4.509,68 de aposentadoria de anistiado. Anistiado do que?
Eles não cansam de mamar nas tetas da vaca que nós sustentamos.
Clique na imagem para ampliar
Você não acredita?
Acesse: www.previdenciasocial.gov.br
depois entrem no link : Beneficios
e depois: Extrato de pagamento de benefícios
Uma vez lá, entrem com o seguinte número de benefício: 1025358780 e data de nascimento: 06/10/1945

Presidência gastou quase R$ 4 mi com cartão corporativo

O Estado de São Paulo
Destino de 97,4% da despesa deste ano é guardado sob a rubrica 'informações protegidas por sigilo'

Ao prometer transparência absoluta na prestação de contas dos cartões corporativos do governo e cobrar do presidente Lula a mesma atitude, no debate da Bandeirantes, domingo, o tucano Geraldo Alckmin falou de uma caixa-preta que este ano já envolve R$ 3,583 milhões. Lula limitou-se a dizer que os cartões foram 'a única coisa boa que Fernando Henrique Cardoso criou no governo dele'.

Esses cartões de crédito permitem a alguns servidores sacar ou fazer pagamentos com recursos da União sem necessidade de autorização prévia. Na Secretaria de Administração da Presidência, que cuida de despesas do dia-a-dia do gabinete, foram gastos de janeiro a setembro R$ 3,678 milhões com os cartões. A prestação de contas no Portal da Transparência da Presidência, porém, revela o destino de menos de R$ 95 mil (2,6%) - são gastos com combustível, hotel e pequenos consertos feitos por nove funcionários que têm os cartões. O restante está guardado a sete chaves sob a rubrica 'informações protegidas por sigilo, nos termos da legislação, para garantia da segurança da sociedade e do Estado'.

'É inaceitável que esse tipo de gasto tenha tratamento de segurança nacional', protesta o deputado distrital Augusto Carvalho, eleito deputado federal pelo PPS, presidente da ONG Contas Abertas. Ele diz que na contabilidade da União já existe a rubrica 'despesa de caráter secreto ou reservado', que inclui parte dos gastos das Forças Armadas e do Itamaraty.

Os gastos totais do Gabinete da Presidência com cartões corporativos foram de R$ 6,839 milhões entre janeiro e setembro. Das seis unidades do gabinete, a Secretaria de Administração e a Agência Brasileira de Informações tiveram gastos secretos. Na Abin estão sob sigilo os R$ 3,097 milhões gastos.

Este ano, Presidência e ministérios gastaram com cartões R$ 20,756 milhões no total. É quase o valor de 2005 todo, R$ 21,706 milhões, e 46,6% maior que os R$ 14,1 milhões gastos em 2004.

O cartão corporativo foi criado em 1998 para facilitar pagamentos de rotina das autoridades. Por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), houve avanço na transparência, mas a prerrogativa do sigilo emperra a divulgação de dados. No ano passado, o TCU abriu investigação, que ainda está em curso. Dados sigilosos divulgados à época indicavam saques de mais de R$ 1 milhão por um único funcionário, em 2004. Especulava-se também sobre gastos indevidos para a primeira-dama.

'O que todo mundo quer saber é se está havendo compras indevidas. Quanto mais se sonega a informação, mais cresce a curiosidade e a preocupação', diz Carvalho.

A Casa Civil da Presidência informou, por meio da assessoria de imprensa, que o sigilo é necessário porque envolve gastos com segurança de autoridades, inclusive o próprio presidente e sua família, e também de comitivas internacionais. Lembrou, porém, que o TCU 'tem amplo acesso, a qualquer hora' às informações que solicitar.

Amplo acesso? Essa eu quero ver.

O que o debate deixou claro

O Estado de São Paulo
Três anos e nove meses de governo Lula foram mais que suficientes para não deixar dúvidas sobre o seu escasso preparo para conduzir um país como o Brasil. Maquiavel diria que ele deve antes à Fortuna das circunstâncias do que à Virtù pessoal o que tiver a contabilizar como êxitos da sua gestão. As limitações do presidente eram ainda acentuadas pelo contraste com os atributos do candidato - a palavra fácil e a aptidão para projetar uma imagem de autenticidade. Daí a grande surpresa do debate de domingo: pela primeira vez desde o seu desastroso desempenho no confronto com Fernando Collor em 1989, Lula se mostrou despreparado para um duelo político em público.

Especialmente nos primeiros atos do espetáculo, a contundência, inesperada e persistente, do tucano Geraldo Alckmin, ao abordar os esquemas de corrupção postos em marcha pelo dispositivo petista de poder, o deixou desconcertado - como se ele e os seus treinadores tivessem imaginado, absurdamente, que o assunto passaria em branca nuvem. Quem desligasse o som do televisor para se concentrar unicamente na expressão corporal do petista, na sua incontida agitação e nas caras e bocas de sua fisionomia, decerto se espantaria com tamanha exibição de desconforto, sinal de que as cobranças do opositor, exatamente por se referirem ao que se referiam, pegaram no queixo de quem passou a vida se arrogando o monopólio da ética, deixando-o “grogue”.

Saltou à vista que Lula não tem defesa nesse quesito. Tanto não tem que o melhor que lhe ocorreu foi retrucar que “a compra espúria de votos” começou na votação da emenda constitucional que instituiu a reeleição em 1997. Nunca antes, desde que o deputado petebista Roberto Jefferson acrescentou ao léxico político nacional o termo mensalão, Lula se viu obrigado a reconhecer o que de fato foi o ultraje - não um episódio venial de uso de “recursos não contabilizados”, conforme o eufemismo delubiano para caixa 2, mas uma operação sistemática de suborno de deputados. Na mesma linha, ele se agarrou à palha de lembrar que o valerioduto foi inaugurado em território tucano em 1998, em Minas, apenas para receber o troco de que “um erro não justifica o outro”.

Lula fez uma boa frase - “não sou policial, sou presidente da República” - para tentar se desvencilhar do que mais o aperta no recente cipoal que o enlaçou, na baldada tentativa petista de comprar um imaginário dossiê antitucano: a origem do R$ 1,7 milhão apreendido em mãos de dois aloprados prontos para fechar o negócio. Mas teve uma pronta resposta de Alckmin: “Não precisa ser policial; basta perguntar para seus amigos mais íntimos.” Aliás, dado o retrospecto - do qual Alckmin não deixou pedra sobre pedra -, os protestos de inocência do presidente, no duplo sentido de não ser culpado e de não saber, soaram sempre flácidos, postiços.

Se assim não fosse, um jornalista não indagaria de Lula, candidamente, que garantias tem a dar aos brasileiros de que, em um novo mandato, outras falcatruas não serão perpetradas no seu entorno, precisamente porque ele, como alega, desconhecia as anteriores enquanto ocorriam. Sem falar que o presidente fez por merecer a reprimenda que lhe passou Alckmin - “não minta, Lula” - por haver atribuído ao tucano, em comício, a intenção de privatizar os Correios, o Banco do Brasil, a Petrobrás… Confrontado com a verdade de que Alckmin nunca disse isso, nem isso consta de seu programa, Lula buscou em vão abrir a saída de emergência, dizendo que, a julgar pelas privatizações no governo Fernando Henrique, é o que se poderia deduzir.

Debates em situações de reeleição dão aos antagonistas vantagens e desvantagens diferentes. Um tem o conforto de ser o desafiante; outro tem as suas realizações, amplificadas ou não, a ostentar. O primeiro só tem a perder as expectativas de alijar o segundo do governo. O segundo tem a perder a condição efetiva de detentor do poder. Isto posto, ficou claro ao longo de um duelo eleitoral emocionante do começo ao fim - concebido e levado ao ar com competência, profissionalismo e em horário civilizado, além do mais - que Alckmin se saiu melhor no seu papel do que Lula no dele. Ainda assim, é prematuro prever que o ex-governador tomará votos do presidente, ou, muito menos, vice-versa. Mas algo há de ter se movido no universo dos indecisos, bem como entre os eleitores de Heloísa Helena e Cristovam Buarque. Logo se saberá.

domingo, outubro 08, 2006

O Debate na íntegra.

Assinante Folha ou UOL pode ver ou rever o debate nos seguintes links:

Lula deve estar tomando um calmante agora.

Blog do NOBLAT
Lula saiu irritado, irritadíssimo do debate na Band com Alckmin.

Ele não se preparou tão bem como deveria. Achou que levaria Alckmin no bico. Ou então se preparou, mas não deu conta do recado.

Se tivesse dado um passeio em Alckmin a eleição poderia ter terminado esta noite. Como Alckmin foi melhor do que ele, a eleição continua.

Alckmin encurralou Lula muita vezes, foi mais contundente do que ele e passou inspirou mais confiança.

Resultado do Debate

Para quem assistiu ao debate ficou claro o nocaute que Alckmin deu em Lula. Já fica a dúvida se o barba vai ter coragem de participar de outro. Lula sabe tanto que foi mal, que segundo o Noblat, saiu correndo dos estúdios da Band assim que o debate terminou, enquanto que Alckmin ficou dando entrevistas.

Comparação com FHC embute risco para Lula

O Estado de São Paulo
Opção por confrontar governo do antecessor alimenta polêmica sobre crescimento econômico que pode ser desfavorável para o petista

A arma mortífera do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, segundo ele mesmo, é comparar o seu governo com o de Fernando Henrique Cardoso. Mas FHC conseguiu ser reeleito no primeiro turno e Lula, que alega ter feito um governo melhor, não. Especialistas consultados pelo Estado se dividem: alguns acham que Lula deixou de ganhar no primeiro turno por conta dos escândalos na reta final; outros opinam que ele vai ao segundo turno por não ter apostado numa agenda de crescimento.

Os dois governos, FHC e Lula, têm uma marca comum: ambos se esmeraram em manter a estabilidade econômica e promoveram pouco crescimento. Na média, Lula ganha por fração - 2,76% contra 2,57% -, mas o governo FHC ganha na comparação do crescimento brasileiro com o mundial e dos países emergentes. 'O Brasil não decolou no governo Lula por excesso de zelo no controle da política monetária', diz o economista Antônio Corrêa de Lacerda, da PUC-SP. Para ele, estabilidade era novidade em 1998, mas não é mais em 2006. 'Todo mundo quer estabilidade, mas com crescimento', comenta.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) discorda e responde com algumas conquistas que ele realça no governo Lula - houve crescimento do emprego, da massa salarial e do acesso de pessoas de baixa renda ao crédito, além da redução do custo da cesta básica. Ele admite que o Brasil cresceu menos do que poderia ter crescido, mas argumenta que o indicador mais consistente do governo Lula é a redução da pobreza.

SEM CRISE

Lula teve uma vantagem que FHC não pôde desfrutar, registra o cientista político Bolívar Lamounier: 'Foram quatro anos sem nenhuma crise econômica. E mesmo assim ele teve medo de baixar os juros. FHC não teve isso em seu primeiro governo', assinala. Bolívar lembra que FHC enfrentou a crise do México, que explodiu pouco antes de sua posse, e depois, sucessivamente, as crises da Ásia e da Rússia, ambas encaixadas no roteiro das eleições de 1998.

Ele destaca que, ao enfrentar as crises, FHC criou condições objetivas para a estabilidade, o que lhe deu a popularidade que desaguou na reeleição. Mas a seqüência das crises e algumas medidas incompletas - como a privatização parcial do setor de energia - acabaram comprometendo seu segundo mandato, fazendo-o completar o oitavo ano de governo com um crescimento pífio de 0,13%, o que minou a sua popularidade. Lula fecha, não o segundo, mas o primeiro governo com níveis claudicantes de crescimento.

Mas FHC teve duas vantagens, diz o historiador José de Souza Martins, da USP: conseguiu organizar o País, que vinha de um impeachment e de um governo transitório, e administrou três crises internacionais. Martins destaca que ele foi ajudado pelo radicalismo que marcava, à época, as propostas de Lula, e que o petista amenizaria em 2002. Ele afirma que o povo não captava a gravidade das crises internacionais, mas postou-se contra o governo FHC quando sobreveio a crise de energia e faltou luz em casa.

Já o vice-governador eleito de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), acha que o grande diferencial entre o primeiro governo FHC e o governo Lula é o nível de decomposição política do segundo. 'O governo FHC tinha consistência política', opina Goldman, lembrando que o arco de aliados era bem mais amplo que o governo Lula. Ele lembra também que agora Lula perdeu em todo o Centro-Sul, enquanto em 1998 FHC perdeu apenas no Rio Grande do Sul.

MELHORES CONDIÇÕES

E, no entanto, as condições objetivas de que Lula dispunha agora eram melhores que as de FHC em 1998 para vencer no primeiro turno, salienta Márcia Cavallari, diretora do Ibope. Ela considera que a derrota de Lula se explica pelos fatores da reta final: a eclosão do escândalo do dossiê Vedoin, a decisão errada de não ir ao debate e, por último, a divulgação da foto do dinheiro que seria usado na compra do dossiê.

Ela computa os dados e lembra que FHC chegou às eleições com 40% de bom+ótimo, enquanto Lula agora tinha 44%. Ou seja, Fernando Henrique agregou mais 13 pontos porcentuais à sua avaliação positiva em 1998 e venceu no primeiro turno com 53,06% (Lula teve 31,71%); Lula, agora, agregou só 4,6 pontos, para chegar ao primeiro turno com 48,61% (Geraldo Alckmin teve 41,64%).