sexta-feira, outubro 27, 2006
A Reforma da minha casa. (Leia, vale a pena)
Faz algum tempo que queria reformar minha casa. Foi-me indicado um profissional que diziam fazer um bom trabalho. Não apoiei, mas toda a minha família ficou satisfeita com a contratação dele. Diziam que, mesmo sem muita experiência, era um cara honesto e coisa e tal. E, devo dizer a verdade, ele quase me convenceu com seus argumentos.
Encheu-me de promessas, falando que faria isso, que resolveria tal problema, que mexeria nos alicerces. Em suma, que tudo ficaria como novo. Mas, de uma hora pra outra, começaram a sumir coisas lá de casa. Uma caneta, alguns DVD's, um rádio. Depois as coisas desaparecidas foram ficando maiores. Quando dei por mim, tinham-me levado até o carro.
Confrontei o homem a quem havia contratado. Ele acusava seus ajudantes, dizendo que não sabia de nada. Segundo ele, estava focado apenas no trabalho. Descobriu, logo depois, que minhas suspeitas eram verdades. Seus funcionários estavam roubando de mim. Trocou de equipe.
Mandou todos embora e trouxe novos ajudantes. A reforma continuava, ainda que a passos curtos e lentos. Nesse momento, eu e minha família estávamos mais do que desconfiados. Mas demos outra chance, desta vez com olhos mais abertos.
No entanto, as coisas continuaram a sumir de casa, mesmo com a nova equipe. O chefe seguia se eximindo da culpa sempre que pegava algum dos seus roubando. "Não sabia de nada, como posso responder por eles?", dizia o homem. Um dia, acabou o prazo para entregar a casa pronta. Faltou muito para chegar ao menos perto do que havia prometido.
O pior é que, ao longo do tempo de trabalho, ele foi mudando tudo o que falara no início. Se tinha dito fazer uma coisa, ia lá e fazia outra. Se assumira compromisso com a minha família em relação a tal assunto, pouco depois parecia que esquecera completamente. Simplesmente parecia outra pessoa.
Mesmo com tudo isso, o safado ainda teve a cara-de-pau de vir me pedir por mais tempo de trabalho. Sim, depois de todos os seus ajudantes terem me roubado, tanto os velhos quanto os novos, depois de ter mentido descaradamente para mim, depois de me prometer coisas que não chegou nem perto de cumprir, depois de se fazer de inocente frente a todas as acusações, ele ainda queria continuar dentro da minha casa.
Claro que eu jamais aceitaria isso. Não sou idiota. Minha família veio dizer que nas outras reformas isso havia acontecido também, coisas haviam sumido. Tudo bem, pode ter acontecido, mas nunca tão descarado quanto agora. Nunca mesmo. E, de qualquer forma, desde quando os erros dos caras do passado justificam o roubo do cara de agora?
Era só o que me faltava: deixar um ladrão, mentiroso e ignorante na minha casa por mais tempo porque "outros também fizeram". Se dependesse só de mim, contrataria outro agora mesmo. E se esse outro roubasse de mim, contrataria outro. Até um deles me respeitar. Até eu achar alguém que faça o trabalho de forma decente e ética.
O problema é que combinei com a minha família que ninguém tomaria uma decisão dessas sozinho. O que a maioria decidir, será feito. A votação ficou pra domingo, dia 29. Só espero que as 180 milhões de pessoas que moram comigo mostrem-se mais inteligentes do que parecem.
Encheu-me de promessas, falando que faria isso, que resolveria tal problema, que mexeria nos alicerces. Em suma, que tudo ficaria como novo. Mas, de uma hora pra outra, começaram a sumir coisas lá de casa. Uma caneta, alguns DVD's, um rádio. Depois as coisas desaparecidas foram ficando maiores. Quando dei por mim, tinham-me levado até o carro.
Confrontei o homem a quem havia contratado. Ele acusava seus ajudantes, dizendo que não sabia de nada. Segundo ele, estava focado apenas no trabalho. Descobriu, logo depois, que minhas suspeitas eram verdades. Seus funcionários estavam roubando de mim. Trocou de equipe.
Mandou todos embora e trouxe novos ajudantes. A reforma continuava, ainda que a passos curtos e lentos. Nesse momento, eu e minha família estávamos mais do que desconfiados. Mas demos outra chance, desta vez com olhos mais abertos.
No entanto, as coisas continuaram a sumir de casa, mesmo com a nova equipe. O chefe seguia se eximindo da culpa sempre que pegava algum dos seus roubando. "Não sabia de nada, como posso responder por eles?", dizia o homem. Um dia, acabou o prazo para entregar a casa pronta. Faltou muito para chegar ao menos perto do que havia prometido.
O pior é que, ao longo do tempo de trabalho, ele foi mudando tudo o que falara no início. Se tinha dito fazer uma coisa, ia lá e fazia outra. Se assumira compromisso com a minha família em relação a tal assunto, pouco depois parecia que esquecera completamente. Simplesmente parecia outra pessoa.
Mesmo com tudo isso, o safado ainda teve a cara-de-pau de vir me pedir por mais tempo de trabalho. Sim, depois de todos os seus ajudantes terem me roubado, tanto os velhos quanto os novos, depois de ter mentido descaradamente para mim, depois de me prometer coisas que não chegou nem perto de cumprir, depois de se fazer de inocente frente a todas as acusações, ele ainda queria continuar dentro da minha casa.
Claro que eu jamais aceitaria isso. Não sou idiota. Minha família veio dizer que nas outras reformas isso havia acontecido também, coisas haviam sumido. Tudo bem, pode ter acontecido, mas nunca tão descarado quanto agora. Nunca mesmo. E, de qualquer forma, desde quando os erros dos caras do passado justificam o roubo do cara de agora?
Era só o que me faltava: deixar um ladrão, mentiroso e ignorante na minha casa por mais tempo porque "outros também fizeram". Se dependesse só de mim, contrataria outro agora mesmo. E se esse outro roubasse de mim, contrataria outro. Até um deles me respeitar. Até eu achar alguém que faça o trabalho de forma decente e ética.
O problema é que combinei com a minha família que ninguém tomaria uma decisão dessas sozinho. O que a maioria decidir, será feito. A votação ficou pra domingo, dia 29. Só espero que as 180 milhões de pessoas que moram comigo mostrem-se mais inteligentes do que parecem.
quinta-feira, outubro 26, 2006
Coleta do dinheiro teria envolvido mais petistas
Estado de São Paulo
A Polícia Federal decidiu ampliar as investigações sobre o dossiê Vedoin para fora do eixo São Paulo-Cuiabá (MT). A nova linha de trabalho revela que há a suspeita de núcleo do PT com ramificações nacionais, partindo de Brasília. A PF acredita que a operação para a coleta do R$ 1,75 milhão que seria usado para adquirir o dossiê implica outros nomes do partido.
O delegado Diógenes Curado, que preside o inquérito, deu início a buscas e interrogatórios em ao menos três Estados - Rio, Minas e Santa Catarina. Sua primeira parada foi ontem na Baixada Fluminense, onde está sediada a Vicatur, de onde teria saído parte dos US$ 248,8 mil apreendidos com Valdebran Padilha e Gedimar Passos em 15 de setembro.
A principal meta dos federais é identificar o arrecadador do dinheiro. Eles desconfiam que um único agente ficou encarregado da coleta e deixou pistas ao se movimentar pelo submundo do mercado paralelo do dólar. 'Não existe crime perfeito, os caras sempre deixam marcas', disse um policial. 'Tudo funciona às mil maravilhas quando o grupo tem o controle da operação, mas o que fazem os ratos quando o barco começa a afundar?'
Com 40 dias de apuração, a PF se convenceu de que Jorge Lorenzetti, araponga do PT e churrasqueiro preferido de Lula, não tinha autonomia para cuidar da ação toda. Também acham que Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha de Aloizio Mercadante (PT), não ocupava o topo da organização. Segundo suspeita a polícia, Lacerda entregou o R$ 1,75 milhão a Valdebran e Gedimar, o que ele nega.
Os investigadores admitem que encontram dificuldades para rastrear a parte em reais do total apreendido - R$ 1,16 milhão, que pode ter saído da contravenção. De acordo com a PF, petistas não foram às ruas açodadamente para amealhar o dinheiro, que já estaria estocado em algum caixa do PT. 'Quem sabe da origem desse dinheiro é o PT', opinou um policial.
A Polícia Federal decidiu ampliar as investigações sobre o dossiê Vedoin para fora do eixo São Paulo-Cuiabá (MT). A nova linha de trabalho revela que há a suspeita de núcleo do PT com ramificações nacionais, partindo de Brasília. A PF acredita que a operação para a coleta do R$ 1,75 milhão que seria usado para adquirir o dossiê implica outros nomes do partido.
O delegado Diógenes Curado, que preside o inquérito, deu início a buscas e interrogatórios em ao menos três Estados - Rio, Minas e Santa Catarina. Sua primeira parada foi ontem na Baixada Fluminense, onde está sediada a Vicatur, de onde teria saído parte dos US$ 248,8 mil apreendidos com Valdebran Padilha e Gedimar Passos em 15 de setembro.
A principal meta dos federais é identificar o arrecadador do dinheiro. Eles desconfiam que um único agente ficou encarregado da coleta e deixou pistas ao se movimentar pelo submundo do mercado paralelo do dólar. 'Não existe crime perfeito, os caras sempre deixam marcas', disse um policial. 'Tudo funciona às mil maravilhas quando o grupo tem o controle da operação, mas o que fazem os ratos quando o barco começa a afundar?'
Com 40 dias de apuração, a PF se convenceu de que Jorge Lorenzetti, araponga do PT e churrasqueiro preferido de Lula, não tinha autonomia para cuidar da ação toda. Também acham que Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha de Aloizio Mercadante (PT), não ocupava o topo da organização. Segundo suspeita a polícia, Lacerda entregou o R$ 1,75 milhão a Valdebran e Gedimar, o que ele nega.
Os investigadores admitem que encontram dificuldades para rastrear a parte em reais do total apreendido - R$ 1,16 milhão, que pode ter saído da contravenção. De acordo com a PF, petistas não foram às ruas açodadamente para amealhar o dinheiro, que já estaria estocado em algum caixa do PT. 'Quem sabe da origem desse dinheiro é o PT', opinou um policial.
terça-feira, outubro 24, 2006
Cooperativa ligada a Lorenzetti quebra no Pará
O Estado de São Paulo
Nova Amafrutas, que recebeu financiamento público e teve presença de Lua na abertura, deve R$ 20 milhões
A cooperativa Nova Amafrutas, ligada a Jorge Lorenzetti, 'articulador' da compra do dossiê Vedoin e churrasqueiro do presidente Lula, está com dívidas de R$ 20 milhões, produção paralisada,portas fechadas e à beira da falência. A empresa havia conseguido financiamento público para superar dificuldades anteriores graças a Lorenzetti e, na reabertura, em agosto de 2003, contou com a presença do presidente.
Na ocasião, Lula a apresentou como exemplo de que, graças a seu governo, 'nunca, neste país, foi tão fácil criar uma cooperativa'. (e jogar o dinheiro público no lixo) Além de Lula, a solenidade contou com três governadores e quatro ministros. Para o Planalto, tratava-se do lançamento do Pólo de Fruticultura da Amazônia.
O interesse político do governo federal e a influência de Lorenzetti e de Avelino Ganzer, ex-dirigente da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), permitiram que a Nova Amafrutas obtivesse empréstimos de R$ 15 milhões junto ao Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf). Lorenzetti, que é de Santa Catarina, na época foi escalado pelo PT para ser dirigente da cooperativa em Benevides, município na região metropolitana de Belém (PA).
Diante da desconfiança dos paraenses com a presença do catarinense, Lula fez um discurso em Benevides dizendo que deveriam confiar no 'companheiro' que chegara do 'estrangeiro'. Referindo-se a seu churrasqueiro, disse que o fato de ser desconhecido era irrelevante, o importante era estar ali 'para ajudar'.
Até o ano 2000, a Amafrutas era uma fábrica de processamento de maracujá, controlada por um empresário. Segundo Lorenzeti, a Nova Amafrutas nascia para ser um 'exemplo do bom cooperativismo'. Quatro anos depois, a cooperativa está à beira de uma intervenção do Banco da Amazônia (Basa), seu maior credor. O Basa deve concluir até o final do mês levantamento das dívidas e avalia a possibilidade de passar sua gestão a administradores profissionais.
Os atuais diretores não aparecem na fábrica há mais de uma semana. Ganzer, um dos dirigentes, não foi localizado. Outro diretor, Max Pontes, também evitou contato com a imprensa.
Nova Amafrutas, que recebeu financiamento público e teve presença de Lua na abertura, deve R$ 20 milhões
A cooperativa Nova Amafrutas, ligada a Jorge Lorenzetti, 'articulador' da compra do dossiê Vedoin e churrasqueiro do presidente Lula, está com dívidas de R$ 20 milhões, produção paralisada,portas fechadas e à beira da falência. A empresa havia conseguido financiamento público para superar dificuldades anteriores graças a Lorenzetti e, na reabertura, em agosto de 2003, contou com a presença do presidente.
Na ocasião, Lula a apresentou como exemplo de que, graças a seu governo, 'nunca, neste país, foi tão fácil criar uma cooperativa'. (e jogar o dinheiro público no lixo) Além de Lula, a solenidade contou com três governadores e quatro ministros. Para o Planalto, tratava-se do lançamento do Pólo de Fruticultura da Amazônia.
O interesse político do governo federal e a influência de Lorenzetti e de Avelino Ganzer, ex-dirigente da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), permitiram que a Nova Amafrutas obtivesse empréstimos de R$ 15 milhões junto ao Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf). Lorenzetti, que é de Santa Catarina, na época foi escalado pelo PT para ser dirigente da cooperativa em Benevides, município na região metropolitana de Belém (PA).
Diante da desconfiança dos paraenses com a presença do catarinense, Lula fez um discurso em Benevides dizendo que deveriam confiar no 'companheiro' que chegara do 'estrangeiro'. Referindo-se a seu churrasqueiro, disse que o fato de ser desconhecido era irrelevante, o importante era estar ali 'para ajudar'.
Até o ano 2000, a Amafrutas era uma fábrica de processamento de maracujá, controlada por um empresário. Segundo Lorenzeti, a Nova Amafrutas nascia para ser um 'exemplo do bom cooperativismo'. Quatro anos depois, a cooperativa está à beira de uma intervenção do Banco da Amazônia (Basa), seu maior credor. O Basa deve concluir até o final do mês levantamento das dívidas e avalia a possibilidade de passar sua gestão a administradores profissionais.
Os atuais diretores não aparecem na fábrica há mais de uma semana. Ganzer, um dos dirigentes, não foi localizado. Outro diretor, Max Pontes, também evitou contato com a imprensa.
A política do apagão
Estado de São Paulo
O Brasil só poderá evitar um apagão, nos próximos anos, se continuar a crescer muito menos que as outras economias emergentes ou se realizar, com urgência, grandes e bem planejados investimentos em geração e distribuição de energia elétrica. Segundo recente estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre o problema energético no Brasil, o País poderá crescer 43,7% até 2015 e chegar a um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de R$ 2,8 trilhões. Mas isso só acontecerá se não houver alteração no preço da eletricidade, diz o estudo, citado em reportagem publicada no Estado de sexta-feira. No pior cenário, por enquanto o mais realista, o crescimento acumulado até 2015 não passará de 32,7% e o PIB será R$ 214 bilhões menor do que seria na primeira hipótese, numa estimativa com preços de 2005.
Os economistas da FGV desenharam o pior cenário não por mau humor, mas com base na preocupante experiência dos últimos tempos. Nos últimos seis anos o custo da energia elétrica para as empresas mais que dobrou e tudo indica que vai continuar em alta, se os investimentos continuarem abaixo das necessidades.
Mesmo na projeção mais favorável - a de preços constantes -, o crescimento da economia será modesto: 3,69% ao ano até 2010 e 3,70% nos cinco anos seguintes. Nessas duas etapas, o PIB chinês deverá aumentar, de acordo com a tabela da FGV, 5,15% ao ano e depois 4,04% - estimativas obviamente muito conservadoras, se for levado em conta o desempenho da China nos últimos dez anos. Para a Coréia, um dos industrializados mais dinâmicos, as projeções são de 4,24% ao ano até 2010 e 4,20% até 2015.
Para manter aquela expansão econômica pífia, o Brasil precisará atender a um crescimento anual da demanda de energia elétrica de 4,61% na primeira etapa e de 4,19% na seguinte. Em todo o período até 2015 as importações aumentarão com o dobro da velocidade das exportações, estreitando a segurança do setor externo.
Na hipótese intermediária, com menor encarecimento da eletricidade, o PIB em 2015 será R$ 143 bilhões menor do que na primeira hipótese. Será uma evolução menos desastrosa, mas ainda assim muito ruim, tanto para a criação de empregos quanto para a redução da pobreza no País. E, de toda forma, estaremos muito atrasados em relação aos competidores.
O Brasil já paga um preço muito alto pelos erros da política energética nos últimos anos. Em 2003, segundo a reportagem publicada pelo Estado, 8 siderúrgicas brasileiras do Grupo Gerdau, que tem 37 usinas espalhadas pelo mundo, estavam entre as 10 com menor custo de eletricidade. Em 2006, a relação é inversa. Estão no Brasil 6 das unidades com maiores custos e apenas 2 daquelas com energia elétrica mais barata.
Esses dados permitem uma visão mais completa e mais preocupante do problema: as falhas da política brasileira estão convertendo uma velha vantagem competitiva, a energia barata, em grande desvantagem. Com essa mudança, amplia-se a lista, já muito longa, de fatores que afugentam os investidores estrangeiros e estimulam os empresários brasileiros a buscar outros países para trabalhar.
Os governos brasileiros foram capazes, durante décadas, de planejar a oferta de eletricidade com grande antecedência. A partir da crise externa dos anos 80 os investimentos diminuíram e, pior que isso, os velhos padrões de planejamento foram perdidos. Foi essa a causa principal do apagão em 2001. A seca apenas castigou a imprevidência diante de um perigo que era evidente.
A lição poderia ter sido suficiente para uma retomada do planejamento energético, mas não foi. O novo governo decidiu que seus preconceitos ideológicos eram mais importantes que a segurança econômica. A maior parte dos capitais teria de vir de grupos privados, mas não se ofereceram, na regulamentação do setor, condições suficientes para estimular os investimentos necessários.
Além disso, os organismos de controle ambiental decidiram sujeitar o Brasil a seus critérios de tempo. Investidores passaram a esperar longamente para saber se os projetos seriam ou não aprovados. Também isso retardou decisões que são urgentes e aumentou o risco de um novo apagão.
O Brasil só poderá evitar um apagão, nos próximos anos, se continuar a crescer muito menos que as outras economias emergentes ou se realizar, com urgência, grandes e bem planejados investimentos em geração e distribuição de energia elétrica. Segundo recente estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre o problema energético no Brasil, o País poderá crescer 43,7% até 2015 e chegar a um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de R$ 2,8 trilhões. Mas isso só acontecerá se não houver alteração no preço da eletricidade, diz o estudo, citado em reportagem publicada no Estado de sexta-feira. No pior cenário, por enquanto o mais realista, o crescimento acumulado até 2015 não passará de 32,7% e o PIB será R$ 214 bilhões menor do que seria na primeira hipótese, numa estimativa com preços de 2005.
Os economistas da FGV desenharam o pior cenário não por mau humor, mas com base na preocupante experiência dos últimos tempos. Nos últimos seis anos o custo da energia elétrica para as empresas mais que dobrou e tudo indica que vai continuar em alta, se os investimentos continuarem abaixo das necessidades.
Mesmo na projeção mais favorável - a de preços constantes -, o crescimento da economia será modesto: 3,69% ao ano até 2010 e 3,70% nos cinco anos seguintes. Nessas duas etapas, o PIB chinês deverá aumentar, de acordo com a tabela da FGV, 5,15% ao ano e depois 4,04% - estimativas obviamente muito conservadoras, se for levado em conta o desempenho da China nos últimos dez anos. Para a Coréia, um dos industrializados mais dinâmicos, as projeções são de 4,24% ao ano até 2010 e 4,20% até 2015.
Para manter aquela expansão econômica pífia, o Brasil precisará atender a um crescimento anual da demanda de energia elétrica de 4,61% na primeira etapa e de 4,19% na seguinte. Em todo o período até 2015 as importações aumentarão com o dobro da velocidade das exportações, estreitando a segurança do setor externo.
Na hipótese intermediária, com menor encarecimento da eletricidade, o PIB em 2015 será R$ 143 bilhões menor do que na primeira hipótese. Será uma evolução menos desastrosa, mas ainda assim muito ruim, tanto para a criação de empregos quanto para a redução da pobreza no País. E, de toda forma, estaremos muito atrasados em relação aos competidores.
O Brasil já paga um preço muito alto pelos erros da política energética nos últimos anos. Em 2003, segundo a reportagem publicada pelo Estado, 8 siderúrgicas brasileiras do Grupo Gerdau, que tem 37 usinas espalhadas pelo mundo, estavam entre as 10 com menor custo de eletricidade. Em 2006, a relação é inversa. Estão no Brasil 6 das unidades com maiores custos e apenas 2 daquelas com energia elétrica mais barata.
Esses dados permitem uma visão mais completa e mais preocupante do problema: as falhas da política brasileira estão convertendo uma velha vantagem competitiva, a energia barata, em grande desvantagem. Com essa mudança, amplia-se a lista, já muito longa, de fatores que afugentam os investidores estrangeiros e estimulam os empresários brasileiros a buscar outros países para trabalhar.
Os governos brasileiros foram capazes, durante décadas, de planejar a oferta de eletricidade com grande antecedência. A partir da crise externa dos anos 80 os investimentos diminuíram e, pior que isso, os velhos padrões de planejamento foram perdidos. Foi essa a causa principal do apagão em 2001. A seca apenas castigou a imprevidência diante de um perigo que era evidente.
A lição poderia ter sido suficiente para uma retomada do planejamento energético, mas não foi. O novo governo decidiu que seus preconceitos ideológicos eram mais importantes que a segurança econômica. A maior parte dos capitais teria de vir de grupos privados, mas não se ofereceram, na regulamentação do setor, condições suficientes para estimular os investimentos necessários.
Além disso, os organismos de controle ambiental decidiram sujeitar o Brasil a seus critérios de tempo. Investidores passaram a esperar longamente para saber se os projetos seriam ou não aprovados. Também isso retardou decisões que são urgentes e aumentou o risco de um novo apagão.
Dosiê era para favorecer o Lula.
Folha Online
Dossiê era para lesar campanha nacional do PSDB, diz Lacerda
Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha de Aloizio Mercadante, disse à Polícia Federal que o intuito de Jorge Lorenzetti e Expedito Veloso com a compra do dossiê era prejudicar o PSDB na eleição para presidente e também nos Estados onde houvesse candidatos tucanos.
"O declarante informa que, provavelmente na última semana de agosto, foi contatado por Jorge Lorenzetti e Expedito Veloso, afirmando que existiam documentos em Cuiabá relacionados à "máfia dos sanguessugas" e que poderiam ser utilizados na campanha em desfavor dos candidatos do PSDB, caso fossem verdadeiros; que o material existente teria um reflexo negativo na campanha nacional e estaduais onde concorresse o PSDB", disse Lacerda, no dia 19 do mês passado, na PF de São Paulo.
Lacerda foi identificado pela PF como o responsável por ter levado a Gedimar Passos o dinheiro para comprar o dossiê.
Segundo o advogado de Lacerda, a ação visava minar apenas a campanha de José Serra em São Paulo.
Dossiê era para lesar campanha nacional do PSDB, diz Lacerda
Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha de Aloizio Mercadante, disse à Polícia Federal que o intuito de Jorge Lorenzetti e Expedito Veloso com a compra do dossiê era prejudicar o PSDB na eleição para presidente e também nos Estados onde houvesse candidatos tucanos.
"O declarante informa que, provavelmente na última semana de agosto, foi contatado por Jorge Lorenzetti e Expedito Veloso, afirmando que existiam documentos em Cuiabá relacionados à "máfia dos sanguessugas" e que poderiam ser utilizados na campanha em desfavor dos candidatos do PSDB, caso fossem verdadeiros; que o material existente teria um reflexo negativo na campanha nacional e estaduais onde concorresse o PSDB", disse Lacerda, no dia 19 do mês passado, na PF de São Paulo.
Lacerda foi identificado pela PF como o responsável por ter levado a Gedimar Passos o dinheiro para comprar o dossiê.
Segundo o advogado de Lacerda, a ação visava minar apenas a campanha de José Serra em São Paulo.
segunda-feira, outubro 23, 2006
Ah, Marco Aurélio... Então é assim?
Blog do Reinaldo Azevedo
Acho até engraçado quando os língua de trapo do petismo me acusam de ser tucano. Ah, se fosse... Marco Aurélio Sargento Garcia, presidente do PT e co-fundador do Foro de São Paulo (aquele que conta com as Farc), diz que é legítimo dizer que Alckmin pode privatizar a Petrobras porque a história do partido autoriza a ilação, já que FHC privatizou estatais — infelizmente, menos do que podia. Ah é? Marco Aurélio e boa parte dos petistas eram militantes comunistas. Os comunistas mataram quase 200 milhões de pessoas para impor o seu modelo. Alckmin privatizaria a Petrobrás tanto quanto Marco Aurélio sairá por aí fuzilando as pessoas. E com uma ligeira diferença. O tucano não fica marcando reunião secreta com ladrões de estatais. Mas o PT se reúne com ladrões da institucionalidade, além de narcotraficantes. Afinal, as Farc estão no Foro de São Paulo, e o PT também. Como se vê, não tenho, como direi?, paciência para ser tucano. Já teria chamado essa gente pelo nome. E não perguntaria ao meu marqueteiro se isso seria bom ou mau. O meu partido é dar porrada em quem merece. E, claro, também elogiar quem merece.
Acho até engraçado quando os língua de trapo do petismo me acusam de ser tucano. Ah, se fosse... Marco Aurélio Sargento Garcia, presidente do PT e co-fundador do Foro de São Paulo (aquele que conta com as Farc), diz que é legítimo dizer que Alckmin pode privatizar a Petrobras porque a história do partido autoriza a ilação, já que FHC privatizou estatais — infelizmente, menos do que podia. Ah é? Marco Aurélio e boa parte dos petistas eram militantes comunistas. Os comunistas mataram quase 200 milhões de pessoas para impor o seu modelo. Alckmin privatizaria a Petrobrás tanto quanto Marco Aurélio sairá por aí fuzilando as pessoas. E com uma ligeira diferença. O tucano não fica marcando reunião secreta com ladrões de estatais. Mas o PT se reúne com ladrões da institucionalidade, além de narcotraficantes. Afinal, as Farc estão no Foro de São Paulo, e o PT também. Como se vê, não tenho, como direi?, paciência para ser tucano. Já teria chamado essa gente pelo nome. E não perguntaria ao meu marqueteiro se isso seria bom ou mau. O meu partido é dar porrada em quem merece. E, claro, também elogiar quem merece.
PT usa estratégia nazista, ataca FHC
Estadão.com.br
SÃO PAULO - O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) acusou nesta segunda-feira o PT e o presidente e candidato à reeleição pelo partido, Luiz Inácio Lula da Silva, de utilizarem estratégia nazista nesta campanha eleitoral.
"Eles não se cansam de dizer mentiras. É a velha técnica nazista, de dizer uma mentira repetida até ela se transformar em verdade. Eles fazem o mesmo estilo de Goebbels (Joseph Goebbels, ministro da Propaganda nazista), que elegeu (Adolf) Hitler", destacou ele, em inflamado discurso realizado nesta segunda no ato em prol da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB).
Além de comparar a propaganda de Lula ao nazismo, FHC chamou o presidente da República de "Fanfarrão Minésio", apelido literário dado ao criticado governador mineiro Luís da Cunha e Menezes no poema satírico Cartas Chilenas, de autoria atribuída a Tomas Antônio Gonzaga.
O mau governo de Menezes é apontado como um dos fatores que levaram ao surgimento da Inconfidência Mineira. "Em 1994, eu saí (para o pleito) com 8% das intenções (de voto) e o fanfarrão tinha 40% (dessas intenções) e eu ganhei as eleições com votos dos ricos e dos pobres", ironizou FHC.
Ele lembrou que também já perdeu uma eleição, mesmo com projeções favoráveis dos institutos, que foi a disputa para a Prefeitura de São Paulo na década de 80. "A opinião pública é volátil e é fácil ganhar antes da hora", emendou.
No discurso, FHC conclamou os presentes, mais de mil pessoas, a trabalharem nesta reta final para que Alckmin possa chegar ao Palácio do Planalto.
"Temos de continuar lutando até o fim, pois queremos um Brasil decente. Ainda temos tempo para virar as eleições, pois há um sentimento no País de que, do jeito que está, não dá mais para continuar. O Brasil cansou", finalizou.
SÃO PAULO - O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) acusou nesta segunda-feira o PT e o presidente e candidato à reeleição pelo partido, Luiz Inácio Lula da Silva, de utilizarem estratégia nazista nesta campanha eleitoral.
"Eles não se cansam de dizer mentiras. É a velha técnica nazista, de dizer uma mentira repetida até ela se transformar em verdade. Eles fazem o mesmo estilo de Goebbels (Joseph Goebbels, ministro da Propaganda nazista), que elegeu (Adolf) Hitler", destacou ele, em inflamado discurso realizado nesta segunda no ato em prol da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB).
Além de comparar a propaganda de Lula ao nazismo, FHC chamou o presidente da República de "Fanfarrão Minésio", apelido literário dado ao criticado governador mineiro Luís da Cunha e Menezes no poema satírico Cartas Chilenas, de autoria atribuída a Tomas Antônio Gonzaga.
O mau governo de Menezes é apontado como um dos fatores que levaram ao surgimento da Inconfidência Mineira. "Em 1994, eu saí (para o pleito) com 8% das intenções (de voto) e o fanfarrão tinha 40% (dessas intenções) e eu ganhei as eleições com votos dos ricos e dos pobres", ironizou FHC.
Ele lembrou que também já perdeu uma eleição, mesmo com projeções favoráveis dos institutos, que foi a disputa para a Prefeitura de São Paulo na década de 80. "A opinião pública é volátil e é fácil ganhar antes da hora", emendou.
No discurso, FHC conclamou os presentes, mais de mil pessoas, a trabalharem nesta reta final para que Alckmin possa chegar ao Palácio do Planalto.
"Temos de continuar lutando até o fim, pois queremos um Brasil decente. Ainda temos tempo para virar as eleições, pois há um sentimento no País de que, do jeito que está, não dá mais para continuar. O Brasil cansou", finalizou.
Amin vende alma pro diabo barbudo em SC.
Terra Notícias
PP e PT selam acordo em Santa Catarina
Pela primeira vez em 30 anos de vida pública, Esperidião Amin (PP) colou no peito um adesivo do PT. A cena, ocorrida sábado, marcou a aliança do PP com o PT na disputa pelo governo de Santa Catarina contra Luiz Henrique da Silva (PMDB). A informação é do Diário Catarinense.
"O meu voto para presidente é o mesmo do Hugo Biehl. É em Lula", disse Amin, se referindo ao voto do seu candidato a vice. Amin repetiu o gesto da mulher, a deputada federal eleita Ângela Amin, que já tinha confirmado o apoio do PT.
"Este acordo que aproximou PP e PT foi selado em legítima defesa de Santa Catarina. É um acordo sem distribuição de cargos, construído a partir das bases e sem troca espúria", afirmou Amin em Concórdia, durante campanha no final de semana.
Que vergonha Amin, que vergonha!!!
PP e PT selam acordo em Santa Catarina
Pela primeira vez em 30 anos de vida pública, Esperidião Amin (PP) colou no peito um adesivo do PT. A cena, ocorrida sábado, marcou a aliança do PP com o PT na disputa pelo governo de Santa Catarina contra Luiz Henrique da Silva (PMDB). A informação é do Diário Catarinense.
"O meu voto para presidente é o mesmo do Hugo Biehl. É em Lula", disse Amin, se referindo ao voto do seu candidato a vice. Amin repetiu o gesto da mulher, a deputada federal eleita Ângela Amin, que já tinha confirmado o apoio do PT.
"Este acordo que aproximou PP e PT foi selado em legítima defesa de Santa Catarina. É um acordo sem distribuição de cargos, construído a partir das bases e sem troca espúria", afirmou Amin em Concórdia, durante campanha no final de semana.
Que vergonha Amin, que vergonha!!!
domingo, outubro 22, 2006
Blogger voltou a Funcionar
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